A GAIVOTA

Textos


                                       PARANAPIACABA
Lendo hoje, 23/11/13, o semanário Folha do ABC, jornal de propriedade do jornalista Alberto Floret, deparei-me com a coluna do Dr. Tito Costa, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, e brilhante advogado. E, com muita honra de minha parte, meu amigo. Sou o Lima-Limão. O tema do texto é Paranapiacaba. Distrito de Santo André, na linguagem indígena “de onde se avista o mar”, no caso o litoral santista, foi construída pelo ingleses, ao tempo da SPR – São Paulo Railway, por volta de 1860, toda em madeira advinda dos “containers” que traziam a maquinaria de trens da Inglaterra. Hoje, é próprio municipal, tombado pelo Instituto do Patrimônio do ABC.
De fato, a Vila de Paranapiacaba, como é chamada, tem um valor histórico inestimável, que mereceria, até, ser bem mais protegida pelas autoridades, inclusive, do Estado e do País. Fica no alto da Serra do Mar. Tem em seu território, além das casas, um sem número de vagões e máquinas, as antigas Maria Fumaça, muito mal conservadas.
Neste fim de semana (23 e 24 de novembro), está sendo realizado o VIII Encontro de Ferreomodelismo, com a apresentação de maquetes, modelos em miniatura, bem como a apresentação de filmes alusivos ao tema, nas dependências do Clube União Lyra Serrano.
Apesar de carência na infraestrutura turística, como a falta de locais para hospedagem, restaurantes, e outros aspectos, em seu calendário anual há diversos eventos, como o Festival de Inverno, em julho, a Festa do Cambuci, fruto típico da região, além de outros.
Aos domingos, a empresa ferroviária que atualmente explora o transporte de minério para a COSIPA, em Cubatão, realiza uma viagem turística até lá, saindo da Estação da Luz em São Paulo, às 09:00hs, com uma única parada, em Santo André. Muito concorrida, por sinal.
O Lyra Serrano é um dos mais antigos clubes, quiçá do Brasil. Existem, aliás, certas alusões históricas de que, em Paranapiacaba, foi realizado o primeiro jogo de futebol no Brasil. Não é de se duvidar, dada a origem do lugar. Por volta de 1953, estive lá, num domingo, a fim de enfrentar o seu forte quadro de futebol, jogando pelo Juvenil Social Brasileiro, aqui de Santo André. Lembro-me de que, só pudemos jogar o primeiro tempo da partida, quando perdíamos por um a zero, devido à forte neblina que baixou sobre a vila, impossível de se enxergar  um palmo diante do nariz. Característica da região.
Confesso não ser grande frequentador de Paranapiacaba, um pecado, porém não deixo de lhe atribuir sua importância, como um dos aspectos mais representativos da história ferroviária do Brasil.

 
Aristeu Fatal
Enviado por Aristeu Fatal em 23/11/2013
Alterado em 23/11/2013


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras